quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Queria-te dizer muitas coisas mas sempre que tento, a voz falha e a falta de coragem também não ajuda. Muitas vezes apetece-me gritar-te aos ouvidos que te odeio, mas não, eu amo-te. As vezes apetecia-me dizer-te, devagar e acentuadamente para que percebas, que estou farta de ti mas não, eu quero-te aqui.
Lembro-me de quando era pequena e inocente, de te olhar com os olhos mais brilhantes do mundo. Tinha uma admiração incrivel por ti, eras o meu exemplo a seguir e eu observava-te ao mais pequeno promenor. À medida que ia crescendo, fui reparando que as atitudes que tinhas, muitas delas não era assim tão admiráveis. Foste tirando o brilho do meu olhar, aos poucos. Com o tempo também me fui apercebendo que essas atitudes que tinhas, eram apenas fases pelas quais estavas a passar, e acompanhar-te nessa altura fez com que eu não cometesse os mesmos erros que tu agora. Na verdade, eu continuo a admirar a pessoa que és e a força que tens e lá no fundo os meus olhos ainda brilham quando olho para ti, quando me dás conselhos ou “gozas” comigo. E quando nos chateávamos por motivos sem pés nem cabeça e nenhum de nós tinha razão, ficávamos sem nos falarmos uma semana, podia não parecer mas era difícil para mim e detestava o facto de não te ralares nem um bocado com isso.
Queria que soubesses que entendo tudo que fizeste por mim, que te desculpo pelas vezes que me magoaste e pelas vezes que me fizeste chorar. Se calhar, eu própria só me aperecebi disso agora mas acho que, mesmo eu não dizendo, tu sabes disto tudo.
Podemos não ser os irmãos perfeitos, mas não mudava uma única coisa.

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